O trabalho da Consultoria e o papel do Consultor em Gestão de Pessoas Postado por Intelectus

O trabalho da Consultoria e o papel do Consultor em Gestão de Pessoas (Clique para ampliar)

Em uma época na qual o termo consultoria está cada vez mais popular, diversas pessoas se sentem confusas a respeito do papel da consultoria quando inserida em uma empresa. Esse texto busca explicar brevemente o que a consultoria pode oferecer para o cliente e como é a realidade de trabalho de um consultor na Intelectus.

De acordo com o IBCO – Instituto Brasileiro dos Consultores de Organização, o trabalho de consultoria pode ser definido como “o processo interativo entre um agente de mudanças (externo e/ou interno) e seu cliente, que assume a responsabilidade de auxiliar os executivos e colaboradores do respectivo cliente nas tomadas de decisão, não tendo, entretanto, o controle direto da situação que deseja ser mudada pelo mesmo”. Assim, a respeito do funcionamento interno de uma consultoria empresarial, pode-se dizer que é bastante dinâmico e será definido em conjunto pelos consultores da equipe e pelo cliente contratante do serviço. O ponto de partida sempre deverá ser quais necessidades o cliente espera que sejam atendidas, o que ele sonha para sua empresa e o que acredita que está impedindo-o de alcançar esse “sonho” – é nessa esfera da dificuldade que a consultoria pode ajudar seus clientes.

Os serviços realizados pela Intelectus incluem Recrutamento e Seleção por Competências, Diagnóstico Organizacional, Descrição e Perfil de Cargos, Pesquisa de Clima, Avaliação de Desempenho, Avaliação de Perfil e Potencial, Programas de Treinamento e Desenvolvimento, entre diversas outras possibilidades, de acordo com as necessidades de cada organização.

Diante desta realidade, o profissional que trabalha com consultoria, independentemente da sua formação acadêmica, precisa, antes de tudo, possuir uma excelente capacidade de escuta e análise das situações. Por exemplo, em algumas situações pode acontecer de o cliente desejar algo específico e o profissional já ter em mente um planejamento de atividades para a empresa em questão, este diferindo bastante do que o cliente deseja. Nestes momentos, é importante ouvi-lo com atenção, buscando entender o motivo da demanda e deixando as expectativas pessoais de lado. Pode-se, é claro, construir um “caminho do meio” com o cliente, mesclando as demandas dele para sua empresa com as sugestões do consultor para melhorar o ambiente de trabalho e desenvolver a equipe em questão.

Além disso, o profissional que trabalha com consultoria precisa estar disposto a realizar atividades dinâmicas e que fogem um pouco das jornadas tradicionais: organizar treinamentos criativos, pensar em novas possibilidades com os gestores e as equipes, redefinir agendas de acordo com as melhores datas para os clientes… A prioridade sempre deverá ser o cliente e o que ele necessita da consultoria.

Nas primeiras atividades e visitas a clientes, é comum que o consultor se sinta inseguro ou nervoso, pois um trabalho tão dinâmico muitas vezes carrega consigo desafios, situações novas que surgirão, para as quais é difícil se preparar com antecedência… É necessário, nestas horas, lembrar-se de que um bom profissional utiliza situações de desafio como uma espécie de combustível para seu desenvolvimento. Quando não se tem a resposta que o cliente busca, é importante tomar um tempo para pesquisar, trocar ideias com outros profissionais da área e, acima de tudo, ser sincero e assumir que você não tem a resposta naquele momento, mas que irá retornar com ela em breve. Os clientes sempre sabem quando um profissional está tentando enrolar eles, e essa é uma prática que desaconselho para a relação de trabalho ser agradável e franca. Mantendo o foco nas pesquisas e estudos e no desenvolvimento profissional, devido ao trabalho tão desafiante da consultoria, em pouco tempo o profissional tende a possuir uma bagagem enorme de situações diversas que o auxiliarão nos momentos de tomada de decisão.

Por outro lado, se o ponto inicial deve ser a escuta das necessidades do cliente e o planejamento das ações, o objetivo que o cliente busca é o ponto a ser alcançado. Isso quer dizer que, muitas vezes, aquilo que se busca desenvolver ainda não é uma realidade na empresa, mas algo a ser alcançado com o auxílio da consultoria. Esse algo pode ser uma equipe melhor selecionada ou bem treinada, uma liderança mais estratégica e preparada para gerenciar sua equipe, uma organização que atue mais no plano estratégico e menos na lógica de “apagar incêndios” – resolver os problemas somente quando eles se apresentam e com muita pressa, sem um planejamento anterior –, etc.

Outro fator importante é que, por vezes, um trabalho estratégico não acontece de forma tão rápida quanto os clientes esperam: ele envolve planejamento, tempo para desenvolver algo com atenção aos detalhes, pesquisa quando não há consenso, etc. Algumas pessoas enxergam na consultoria algo “mágico”, como se, de um dia para outro, tudo aquilo que o gestor sonhou se concretizará, absolutamente sem percalços pelo caminho. Essa expectativa incoerente com a realidade acaba frustrando alguns gestores, mas é importante que estes entendam o impacto do trabalho realizado pela consultoria nas organizações. Candidatos selecionados que não se adaptam ao cargo e causam conflitos na equipe, equipes mal treinadas que não sabem atender o cliente ou fidelizá-lo, lideranças que são exemplos negativos para suas equipes, falta de definição e padronização dos processos da empresa (cada pessoa realiza o trabalho como quer), entre outros, são alguns itens que possuem alto impacto em uma organização e que podem ser realizados por uma consultoria “apressada”, sem foco nos detalhes e no resultado desejado.

Ainda a respeito do consultor, outras habilidades importantes que devemos mencionar são:

  • A capacidade para lidar com imprevistos e com vários projetos e realidades simultâneas;
  • Ao encontrar um problema aparentemente sem conserto (eles vão surgir, uma hora ou outra), não se intimidar ou se desesperar, mas sim tomar um tempo para processar o problema e mapear algumas possibilidades de resolução do mesmo;
  • Conseguir inovar, pensar em soluções diferentes e criativas que possam levar até o resultado que o cliente está buscando;
  • Conseguir tomar decisões e emitir sua opinião, mesmo (e principalmente!) quando sob pressão.

Para quem se aventura a trilhar o caminho de consultor, os resultados podem ser maravilhosos: autoconhecimento, convivência com realidades diversas e equipes de trabalho incríveis, experiência em situações complexas, aprendizado na responsabilização pelas situações (quando suas ideias e sugestões dão certo e também quando dão errado), e, é claro, muitos cases de sucesso na bagagem.

Consultora Mariana Bassi

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