Expectativas da Inflação para o Brasil em 2019

08 de maio de 2019

Um dos principais indicadores econômicos de um país é a Inflação; esta por sua vez está relacionada com diversos setores da economia, desde à renda, até as taxas de desemprego e de juros.

Apesar de no Brasil o consenso da maior parte da população, seja o de tratar a inflação como a “Inimiga Número 1” de suas carteiras, não é bem assim que funciona na realidade. O peso histórico que a inflação exerce na mente dos brasileiros é muito grande, as lembranças pré-Plano Real e a década perdida favorecem um tipo de pensamento pessimista quanto a este indicador. Mas vamos explicá-lo melhor.

A inflação nada mais é que um indicador da elevação generalizada dos preços em uma Economia, no Brasil a inflação é apresentada e calculada por diferentes índices, cada um atendendo uma gama diferente de bases de dados. Os três principais são: O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE ele é medido através de uma cesta de bens representativa para famílias com rendas entre 1 e 40 salários mínimos; o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) que utiliza os dados de cestas de bens representativas para famílias com renda entre 1 e 5 salários mínimos; e o Índice Geral de Preços (IGP) que mede não apenas os preços aos consumidores, como também aos produtores e construtores.

O IPCA é o indicador oficial utilizado para ao estabelecimento das metas de inflação anuais; ou seja, é por ele que é determinado em qual intervalo a inflação ideal deve permanecer. “Mas como assim ideal? Inflação não é sempre ruim?” Não!

A Inflação quando controlada, dentre suas muitas funções, é um indicador de atividade econômica básico. Lembrando da noção mais intuitiva que todos tem sobre Economia: lei da oferta e demanda: numa economia os preços de um produto variam de acordo com a demanda por eles, quanto maior a demanda maiores os preços. E o que isso significa? Significa que quanto mais gente estiver com dinheiro em mãos para gastar, em quaisquer que sejam os produtos, maiores serão os aumentos nos preços, ocasionando assim inflação, decorrente de uma maior atividade econômica, sendo a inflação assim um indicador positivo.

 De modo que o contrário também é verdadeiro, quando as pessoas estão sem dinheiro, geralmente desempregadas, elas tendem a gastar menos dinheiro, demandando assim menos produto, diminuindo a atividade econômica e causando assim um crescimento irrisório da inflação, ou até mesmo uma deflação, que é quando ocorre a queda nos preços dos produtos de forma generalizada.

 

 

No Brasil, desde que foi instaurado o tripé macroeconômico na década de 1990, foi estabelecido metas de inflação, onde o Banco Central juntamente com as demais autarquias financeiras estabelecem um intervalo onde a inflação deve ficar no período de um ano; para 2019 a meta de inflação é de 4,25% com um intervalo de 1,5% pontos percentuais para mais e para menos, ou seja, todas as ações de controle da inflação visaram mantê-la entre 2,75% e 5,75% . Em geral as medidas tomadas pelo Bacen no controle da inflação visam o aumento da Taxa de juros (SELIC) para a redução da liquidez interna, porém, devido a baixa atividade econômica dos últimos 3 anos, o Bacen vem buscado incentivar a liquidez e a produção interna, reduzindo a taxa de juros para um patamar histórico de 6,5%, o que favorece os investimentos privados e o crescimento da atividade econômica no Brasil.

 

Texto de Edna Porto da Silva

 

 

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